quinta-feira, 4 de abril de 2013

PREFEITURA DEFENDE PROJETO DE CONSTRUÇÃO DE TRINCHEIRAS


Passagens devem ser construídas onde há maior fluxo de veículos.

Acidentes em linhas férreas continuam preocupando moradores que necessitam atravessar os trechos constantemente. Buscando segurança, a Prefeitura de Arapongas está defendendo um projeto visando a construção de trincheiras nos pontos onde há maior necessidade.

O município é praticamente cortado em dois pela linha férrea, inclusive na área central, onde os trilhos correm paralelamente à Avenida Maracanã, uma das mais importantes do município. “Entendemos a importância dessa obra para oferecer mais segurança à população. Não podemos esperar que outros acidentes aconteçam”, defende o secretário de Governo, Vanderlei Sartori.

Ele adianta que um projeto para definir as obras já foi protocolado no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do Governo Federal. O plano visa instalar três trincheiras em áreas de risco.
“A princípio pretendemos construir uma trincheira na linha paralela à Avenida Maracanã onde se concentra maior fluxo de usuários”, comenta citando o cruzamento entre a avenida e a Rua Drongo, um dos mais movimentados da cidade. O secretário não detalhou onde as outras passagens serão inseridas. “O projeto ainda está em análise, mas apesar da grande necessidade, é pouco provável que as obras comecem este ano”, analisa Sartori, justificando que o município não possui verba suficiente para custear o projeto. “Precisamos da ajuda do Governo Federal para colocar o projeto em prática”.

Para o presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Arapongas, Devanir Estrada, a construção de trincheiras seriam bem vindas. Segundo ele, existe grande tráfego de pessoas em pontos onde a linha a férrea serve de travessia na cidade. “O ideal seria que isso fosse possível em todos os pontos onde existe travessia”, opina.

APUCARANA - Em Apucarana, a morte de um homem na noite de terça, atropelado por um trem na Vila Apucaraninha, reacendeu a discussão sobre a segurança no bairro. Mauro Ramos de Souza, 29 anos, tentava atravessar a composição em movimento quando caiu nos trilhos e acabou atingido. Assim como ele, outras pessoas perderam a vida ou ficaram mutiladas na região.

A aposentada Cecília Batista Miranda faz o mesmo trajeto todos os dias. “O movimento é grande. As pessoas cortam caminho e vão para o trabalho, escola e por ali é mais perto. Só quem possui carronão atravessa os trilhos”, afirma.

Outros problemas preocupam os moradores da região. O mato alto nas proximidades favorece a incidência de crimes. “Bandidos se escondem em meio ao matagal para praticar crimes”, conta a empregada doméstica Elizabete Aparecida Vitorino, que todos os dias atravessa a linha férrea para ir ao trabalho e voltar para casa.

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